O que leva o treinador Parreira a investir na estrábica convicção de manter dois avantes de pouca mobilidade no comando do ataque, excruciando nas tarefas de meio-campo Ronaldo Assis, sendo que ele é daqueles jogadores de capacidade decisiva nata quando alocado nas cercanias da área adversária? Será crença inabalável em suas teorias, ainda que faticamente não funcionem, ou inefável orgulho em reconhecer seu equivoco tático?
Analisemos, pois, a opção mister de Parreira: a manutenção de Adriano e Ronaldo Nazário. Ao que parece, ele conta com a presença destes jogadores para opilar o sistema defensivo do time adversário, de modo que sua saída de bola seja dificultada e, quando da posse de bola pela Seleção Brasileira, que abram-se espaços para a chegada de Kaka e Ronaldo Assis. Com a qualidade técnica desses dois jogadores, aliada ao poder de finalização dos dois avantes de área, Parreira depreende que, sendo um ou outro, sucessivamente municiados pelos articuladores de meia-cancha, os gols aconteçam.
Em teoria, com propriedade, o esquema elocubrado por Parreira não é equivocado. Funcionaria a contento, não fossem Nazário e Adriano centroavantes de oficio estanques, de pouca mobilidade. A movimentação de ambos é insuficiente para que junto com ela sejam arrastados os defensores. Assim, vigia-los torna-se tarefa de fácil execução. E o sistema defensivo pode dedicar-se, como reiteradamente vem ocorrendo, em anular, no todo ou quase, a articulação do meio campo, evitando a chegada da parte armadora do quadrado para complementar a jogada com o lado finalizador oposto. Desse modo, do meio para frente, fica engessado o time brasileiro.
Por outro lado, como ficaria o esquema, em se promovendo o ingresso dos dois jogadores mais credenciados para substituir um dos centroavantes – Robinho e Juninho?
Com Robinho, a melhora é sensível, mas não suficiente. O ataque ganha mais mobilidade, mas ainda se mantêm distantes os homens de meio campo. A meu ver, destarte, é Robinho um equivalente do Denílson de 2002, o jogador para entrar no segundo tempo, prender a bola, ou talvez, incrementar o poder ofensivo do ataque.
Já com Juninho em campo, enfim ganharíamos equilíbrio geral e robustez no meio. Pois, adiantando-se Ronaldo Assis, finalmente aquilo imaginado por Parreira, aconteceria de fato: Ronaldo Assis abriria espaços para a chegada de Kaka, ficando então 3 atacantes, dois deles de movimentação constante (Kaka e Ronaldo, com Kaka um pouco mais próximo do meio campo para dar início à armação da jogada de arremate), 3 homens de ofício meio-campista, Juninho, Zé Roberto e Emerson, dividindo de maneira mais igualitária labores de articulação e contenção. Ademais, são jogadores de supina qualidade técnica, boa capacidade de condução de bola, excelentes passadores e bons arrematadores. Teríamos, ao fim e ao cabo, um trator ofensivo de 5 jogadores, 4 deles de muita movimentação e dois deles também compactando o meio-campo ao lado de Emerson. Com efeito, tal escalação permitira diversas variações com o apoio dos alas. Nem entrarei no mérito de Cicinho merecer lugar na equipe; Cafu e Roberto Carlos têm qualidade e experiência, o que transmite tranqüilidade à equipe.
___________________________________________________________________
Deveria já estar vacinado, mais ainda me surpreendo ante a obtusidade dos comentaristas esportivos da televisão. Todos eles, burros zurrando bobagens. A melhor delas é insistir na falta de qualidade técnica da Alemanha. Será que não passa por sua tessitura neuronial avariada o óbvio ululante? Que a qualidade técnica da Alemanha não é, principalmente, singular, mas coletiva? Que as boas individualidades do time trabalham de modo operário para que toda formação conjure um continuum coletivo de defesa e ataque? Que o que norteia o labor tático do time é a inefável objetividade e, para atingi - lá, a equipe trabalha de maneira individualmente eficiente, sem a necessidade do efeito e da plástica? Que é um time frio, calculista e mesmo sob condições adversas e adversários difíceis, insiste de maneira constante, até o apito final, em busca do tento que lhes sagrará vencedores? Que a Seleção Alemã é, tanto atavicamente, quanto pela qualidade de seus jogadores, um time monstruosamente abnegado, dificílimo de ser batido? E que, ao final, o futebol urdido pelo selecionado teutônico é vistoso e empolgante?
Não ocorre às tacitamente proclamadas sumidades esportivas brasileiras que nas terras germânicas se pratica o futebol segundo uma filosofia de jogo totalmente diversa da nossa?
Após o jogo de hoje, após o terceiro gol, advindo de fulminante contra-ataque, em que, entre defesa, meio-campo, ataque, até a finalização, apenas oito toques foram dados, sedimentou-se: a Alemanha é dos mais fortes candidatos ao título.
Cygnus
terça-feira, junho 20, 2006
terça-feira, junho 13, 2006
Estréia apagada, mas VITORIOSA!
Brasil 1 x 0 Croácia
A despeito da inegável qualidade técnica da Seleção Brasileira, foi pífia a estréia do escrete verde-amarelo. Muito, por óbvio, se deve à ansiedade do primeiro jogo, a saliente falta de ritmo contra adversários mais aguerridos. Soma-se a isso o fator histórico; é já atávico ao selecionado nacional a tradição de um primeiro jogo ruim e sofrido.
Porém, a principal deficiência fica por conta da equivocada escalação de Parreira, cujo desequilíbrio escancarou-se com a partida de hoje. O intento estratégico do técnico era, através da presença de dois centroavantes, manter a defesa adversária ocupada em controlá-los, destarte contento os avanços dos laterais e abrindo espaço para a chegada dos articuladores do meio-campo. Contudo, logo após os primeiros dez minutos, quando a seleção da Croácia ainda acomodava-se em campo e o Brasil conseguiu algumas boas tramas ofensivas, a tática de Parreira fez água: Tanto Adriano, quanto Ronaldo Nazário, são jogadores estanques, de pouca mobilidade. Nazário, principalmente, inexistiu em campo. Adriano, malgrado tenha se esforçado, perde sua principal qualidade, a do giro rápido e capacidade de finalização, quando tem que sair da grande área e buscar o jogo. Assim, ruíram as intenções de Parreira; os dois avantes restaram inoperantes, a Croácia logrou superioridade numérica na meia-cancha, marcando com eficácia os articuladores ofensivos, que não conseguiam aproximação para acionar Nazário e Adriano, e sobrecarregando Emerson e Zé Roberto, obrigados a desdobrarem-se nos labores defensivos e ofensivos. Desse modo, esvaiu-se a capacidade dos meias brasileiros de imprimirem dinâmica e velocidade ao jogo.
Com o meio-campo dominado, a Croácia então se atirou ao ataque. Não é um time de grande brilho técnico e carece de maior organização tática quando da aproximação à grande área. Entretanto, derivadas do enfrentamento direto com a zaga, algumas boas chances foram criadas pelo time do leste europeu. Não estivessem Dida, Lúcio e Juan em tarde esplêndida, o gol croata seria inevitável. Os alas Cafu e Roberto Carlos estiveram mais empenhados na contenção do que no apoio e, embora tenham dado algum suporte no campo adversário, foram apenas regulares.
Assim desenvolveu-se a primeira etapa, com o Brasil coletivamente engessado e a Croácia tropeçando nas próprias limitações quando a zaga não dava conta. Restava ao Brasil a supina qualidade individual de alguns jogadores, principalmente Kaka e Ronaldo Assis. E por aí veio o gol da vitória: já no final dos quarenta e cinco minutos iniciais, Lúcio avançou com a bola dominada, rolou para Cafu que a conduziu até as cercanias da área croata quando então deu passe para Kaka no meio. Este, em rutilante jogada, livrou-se da marcação e, com esplêndida visão de jogo, atirou conscientemente no ângulo, marcando lindo gol.
Veio a segunda etapa, a Croácia ainda mais ameaçadora e os problemas coletivos do Brasil persistindo. O “quadrado mágico” teve desempenho ofensivo ordinário. A apatia de Ronaldo Assis era exasperante, Adriano maltratava a bola quando vinha buscá-la. Ronaldo Assis, excruciado pela dura marcação, ainda assim mostrou-se exuberante na distribuição de jogo, com passes precisos e tentativas verticais surpreendentes e criativas. Não obstante, esteve aquém das expectativas, bem como o excelente Kaka, ambos severamente vigiados pelos defensores croatas.
A coisa seguia nesse ritmo modorrento, a Croácia ameaçando, mas desvelando sua mediocridade e o Brasil sem ímpeto, amordaçado no meio-campo, sem criatividade. Então, finalmente, Parreira mudou: retirou o enfadonho Ronaldo Nazário, nitidamente gordo e sem vontade, promovendo a entrada de Robinho, com Adriano mais fixo na frente. Com onze homens em campo, finalmente, o Brasil pode equilibrar as ações e anular por completo a Croácia, mantendo a posse de bola no campo adversário e mantendo os croatas encolhidos contra sua própria área. Já era tarde, contudo: esgotados, os jogadores apenas administraram o resultado, sem ameaçar até o final.
Em suma: apesar da estréia fraca, o Brasil ganhou o jogo contra aquele que, supunha-se, seria o adversário mais qualificado. Ao longo das partidas, a Seleção há de adquirir maior ritmo e entrosamento; as melhoras, certamente virão. Mas cabe ressalva: contra adversários mais qualificados, se Parreira, teimosa e vaidosamente, insistir na presença de dois centroavantes, seremos derrotados. Juninho, mais que qualquer outro reserva, é o que tem as melhores credenciais para figurar como titular no lugar de Ronaldo Nazário.
Cygnus
A despeito da inegável qualidade técnica da Seleção Brasileira, foi pífia a estréia do escrete verde-amarelo. Muito, por óbvio, se deve à ansiedade do primeiro jogo, a saliente falta de ritmo contra adversários mais aguerridos. Soma-se a isso o fator histórico; é já atávico ao selecionado nacional a tradição de um primeiro jogo ruim e sofrido.
Porém, a principal deficiência fica por conta da equivocada escalação de Parreira, cujo desequilíbrio escancarou-se com a partida de hoje. O intento estratégico do técnico era, através da presença de dois centroavantes, manter a defesa adversária ocupada em controlá-los, destarte contento os avanços dos laterais e abrindo espaço para a chegada dos articuladores do meio-campo. Contudo, logo após os primeiros dez minutos, quando a seleção da Croácia ainda acomodava-se em campo e o Brasil conseguiu algumas boas tramas ofensivas, a tática de Parreira fez água: Tanto Adriano, quanto Ronaldo Nazário, são jogadores estanques, de pouca mobilidade. Nazário, principalmente, inexistiu em campo. Adriano, malgrado tenha se esforçado, perde sua principal qualidade, a do giro rápido e capacidade de finalização, quando tem que sair da grande área e buscar o jogo. Assim, ruíram as intenções de Parreira; os dois avantes restaram inoperantes, a Croácia logrou superioridade numérica na meia-cancha, marcando com eficácia os articuladores ofensivos, que não conseguiam aproximação para acionar Nazário e Adriano, e sobrecarregando Emerson e Zé Roberto, obrigados a desdobrarem-se nos labores defensivos e ofensivos. Desse modo, esvaiu-se a capacidade dos meias brasileiros de imprimirem dinâmica e velocidade ao jogo.
Com o meio-campo dominado, a Croácia então se atirou ao ataque. Não é um time de grande brilho técnico e carece de maior organização tática quando da aproximação à grande área. Entretanto, derivadas do enfrentamento direto com a zaga, algumas boas chances foram criadas pelo time do leste europeu. Não estivessem Dida, Lúcio e Juan em tarde esplêndida, o gol croata seria inevitável. Os alas Cafu e Roberto Carlos estiveram mais empenhados na contenção do que no apoio e, embora tenham dado algum suporte no campo adversário, foram apenas regulares.
Assim desenvolveu-se a primeira etapa, com o Brasil coletivamente engessado e a Croácia tropeçando nas próprias limitações quando a zaga não dava conta. Restava ao Brasil a supina qualidade individual de alguns jogadores, principalmente Kaka e Ronaldo Assis. E por aí veio o gol da vitória: já no final dos quarenta e cinco minutos iniciais, Lúcio avançou com a bola dominada, rolou para Cafu que a conduziu até as cercanias da área croata quando então deu passe para Kaka no meio. Este, em rutilante jogada, livrou-se da marcação e, com esplêndida visão de jogo, atirou conscientemente no ângulo, marcando lindo gol.
Veio a segunda etapa, a Croácia ainda mais ameaçadora e os problemas coletivos do Brasil persistindo. O “quadrado mágico” teve desempenho ofensivo ordinário. A apatia de Ronaldo Assis era exasperante, Adriano maltratava a bola quando vinha buscá-la. Ronaldo Assis, excruciado pela dura marcação, ainda assim mostrou-se exuberante na distribuição de jogo, com passes precisos e tentativas verticais surpreendentes e criativas. Não obstante, esteve aquém das expectativas, bem como o excelente Kaka, ambos severamente vigiados pelos defensores croatas.
A coisa seguia nesse ritmo modorrento, a Croácia ameaçando, mas desvelando sua mediocridade e o Brasil sem ímpeto, amordaçado no meio-campo, sem criatividade. Então, finalmente, Parreira mudou: retirou o enfadonho Ronaldo Nazário, nitidamente gordo e sem vontade, promovendo a entrada de Robinho, com Adriano mais fixo na frente. Com onze homens em campo, finalmente, o Brasil pode equilibrar as ações e anular por completo a Croácia, mantendo a posse de bola no campo adversário e mantendo os croatas encolhidos contra sua própria área. Já era tarde, contudo: esgotados, os jogadores apenas administraram o resultado, sem ameaçar até o final.
Em suma: apesar da estréia fraca, o Brasil ganhou o jogo contra aquele que, supunha-se, seria o adversário mais qualificado. Ao longo das partidas, a Seleção há de adquirir maior ritmo e entrosamento; as melhoras, certamente virão. Mas cabe ressalva: contra adversários mais qualificados, se Parreira, teimosa e vaidosamente, insistir na presença de dois centroavantes, seremos derrotados. Juninho, mais que qualquer outro reserva, é o que tem as melhores credenciais para figurar como titular no lugar de Ronaldo Nazário.
Cygnus
sexta-feira, junho 09, 2006
Enfim, COPA!!!!!!!!!!!!!!!!!
“A Alemanha quer mesmo é ganhar na estréia”!
Oh céus, quem teria zurrado tamanha obviedade? Sim, ele, Malão Bueno, lá pelos 30 minutos da segunda etapa quando o placar do jogo de abertura da Copa do Mundo achava-se em 3x2 para os donos da casa. Será dos piores tormentos intelectuais submeter-se à “narração” do Malão durante o mês de junho. Entretanto, as alternativas não são melhores: ontem assistindo ao VT do treino da seleção brasileira durante a madrugada no canal a cabo SporTV, passei raiva diante do aluvião de bobagens perpetradas por repórteres e comentarias irritantemente obtusos e pedantes. Enfim, o que não tem remédio, remediado está.
Mas sigamos ao que realmente interessa, o futebol: pela partida realizada hoje, pode-se depreender que a Alemanha realizará grande campanha. Claro, seu futebol não é rutilante, daquele que arranca suspiros da torcida pelas jogadas de efeito ou beleza plástica dos lances. O futebol praticado pelo esquadrão ariano é de eficiência, posse de bola e senso coletivo in extremis. Atacando sempre em bloco, empurrando o adversário em direção à sua área, trocando passes com inteligência e mantendo a pelota nos pés no campo do adversário a maior parte do tempo, o time mostra muita organização tática e vigor, além de ser gélido; os jogadores jamais erram por emoção ou ansiedade. O time alemão não é urgente, não é vibrante, não entusiasma amantes de futebol arte. Mas conta com jogadores de satisfatória qualidade técnica e aplicados à filosofia do jogo coletivo. Destaques salientes à primeira vista são as passagens dos alas pelos dois lados do campo, a capacidade de finalização, a meia cancha consistente, inversões freqüentes de bola da direita para a esquerda e vice-versa, e a qualidade de vários bons jogadores, principalmente Schneider, articulador frio e inteligente, de passes precisos e cadencia de jogo constante, e Klose, excelente finalizador, com muita movimentação ofensiva e penetrações de perigo na área adversária.
Contudo, nem tudo são flores na seleção montada por Klinsmann. A defesa é terrivelmente frágil e mal disposta. Jogando em linha, sem o tino para deixar o ataque adversário em posição de impedimento, teve trabalho com o ataque costarriquenho, que foi eficaz marcando os dois gols que foram oferecidos pela escassez de chances criadas. Repito: a solidez do time alemão se erige quando estão com a bola nos pés. Sem ela, a esperança é na marcação na saída de bola; no confronto direto com a defesa, um bom ataque há de levar sempre vantagem.
Em suma, boa a estréia da Alemanha. Fez 4x2 em um adversário frágil, comandou o jogo e mostrou que pode ir longe. Como, aliás, é sua tradição.
Cygnus
Oh céus, quem teria zurrado tamanha obviedade? Sim, ele, Malão Bueno, lá pelos 30 minutos da segunda etapa quando o placar do jogo de abertura da Copa do Mundo achava-se em 3x2 para os donos da casa. Será dos piores tormentos intelectuais submeter-se à “narração” do Malão durante o mês de junho. Entretanto, as alternativas não são melhores: ontem assistindo ao VT do treino da seleção brasileira durante a madrugada no canal a cabo SporTV, passei raiva diante do aluvião de bobagens perpetradas por repórteres e comentarias irritantemente obtusos e pedantes. Enfim, o que não tem remédio, remediado está.
Mas sigamos ao que realmente interessa, o futebol: pela partida realizada hoje, pode-se depreender que a Alemanha realizará grande campanha. Claro, seu futebol não é rutilante, daquele que arranca suspiros da torcida pelas jogadas de efeito ou beleza plástica dos lances. O futebol praticado pelo esquadrão ariano é de eficiência, posse de bola e senso coletivo in extremis. Atacando sempre em bloco, empurrando o adversário em direção à sua área, trocando passes com inteligência e mantendo a pelota nos pés no campo do adversário a maior parte do tempo, o time mostra muita organização tática e vigor, além de ser gélido; os jogadores jamais erram por emoção ou ansiedade. O time alemão não é urgente, não é vibrante, não entusiasma amantes de futebol arte. Mas conta com jogadores de satisfatória qualidade técnica e aplicados à filosofia do jogo coletivo. Destaques salientes à primeira vista são as passagens dos alas pelos dois lados do campo, a capacidade de finalização, a meia cancha consistente, inversões freqüentes de bola da direita para a esquerda e vice-versa, e a qualidade de vários bons jogadores, principalmente Schneider, articulador frio e inteligente, de passes precisos e cadencia de jogo constante, e Klose, excelente finalizador, com muita movimentação ofensiva e penetrações de perigo na área adversária.
Contudo, nem tudo são flores na seleção montada por Klinsmann. A defesa é terrivelmente frágil e mal disposta. Jogando em linha, sem o tino para deixar o ataque adversário em posição de impedimento, teve trabalho com o ataque costarriquenho, que foi eficaz marcando os dois gols que foram oferecidos pela escassez de chances criadas. Repito: a solidez do time alemão se erige quando estão com a bola nos pés. Sem ela, a esperança é na marcação na saída de bola; no confronto direto com a defesa, um bom ataque há de levar sempre vantagem.
Em suma, boa a estréia da Alemanha. Fez 4x2 em um adversário frágil, comandou o jogo e mostrou que pode ir longe. Como, aliás, é sua tradição.
Cygnus
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