terça-feira, outubro 30, 2007

Blue Cheer - Vincebus Eruptum


01 - Summertime Blues
02 - Rock Me Baby
03 - Doctor Please
04 - Out of Focus
05 - Parchment Farm
06 - Second Time Around
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A re-inauguração do blog merece um álbum a altura, compatível com seu novo caráter, ou com a retomada da essência originalmente proposta neste espaço. Depois de muito pensar, acabei por decidir-me pelo magnífico Vincebus Eruptum, da banda americana Blue Cheer; pérola perdida, sem dúvida um dos álbuns mais intensos e revolucionários da história do rock.

Lançando em 1968, Vincebus Eruptum à época não logrou grande sucesso junto ao público, ainda que tenha sido devidamente apreciado por uma geração de garotos que viriam a formar algumas das maiores bandas de rock and roll nas décadas vindouras. Culpa, por óbvio, do caráter inacessível do disco, em seu contexto, em plena época hippie e ainda hoje, apesar de o cover de Summertime Blues, canção originalmente lançada por Eddie Cochran ainda nos anos 50, ter obtido um Top 40 no chart de singles americano. Vincebus Eruptum, a estréia da banda, era heavy metal antes de surgir o heavy metal como gênero, delineou o stoner três décadas antes de surgir um movimento de bandas associadas a essa sonoridade, eletrocutou o blues em voltagem, talvez, mais alta que o próprio Led Zeppelin; em suma: foi o álbum mais arrebatador e brutal lançado até então.

Com efeito, a agressividade inerente ao álbum fica patente em faixas demolidoras como a já citada Summertime Blues, Doctor, Please e Parchment Farm, devastações de acabamento hard/psicodélico ultra saturado e demencial, bem como no blues de construção tradicional Rock Me Baby, no que difere pelo arrojo eivado de psicodelia hellraiser, no rock and roll certeiro e pejado de groove conjurado em Out Of Focus e no deformado épico de encerramento, a fabulosamente tortuosa Second Time Around. Liricamente, a banda nos brinda com temas essenciais da subversão rock and roll: drogas, sexo e condução instintivamente desregrada da vida.

Eis então senhores, Vincebus Eruptum: verdadeira OBRA-PRIMA, disco nascido essencial: é por álbuns assim que se forjam os sonhos sombrios e transgressores do rock and roll.

2 comentários:

Anônimo disse...

"Liricamente, a banda nos brinda com temas essenciais da subversão rock and roll: drogas, sexo e condução instintivamente desregrada da vida." Maravilha Theo!

Anônimo disse...

Hum, gosto muito de música, de Rock e todas as manifestações de acordes ordem contenham boa sonoridade em guitarras, batera e demais instrumentos e tal. Mas o jeito com que vc coloca a sua visão sobre os teus comentários são muito profundas.
Valeu!